quarta-feira, 25 de abril de 2007

Fazendo sombra, fazendo luz...



Vagando na neblina que recobre essa máscara

Um museu que faço questão de assombrar

Olhando para uma imagem rara

Esse filme mal digitalizado que não para de me quebrar


Um anjo de meia asa

Caminhando sem rumo


Vestido de trapos do passado

Carrega o infortunio de existir

Por mais que tudo esteja gastado

Costura a esperança para percistir


Não é hora ainda de voltar para casa

Ou se deitar em um túmulo


Ingrata vontade de conquista

Traz aquilo que machuca

Na real, à frente da minha vista

Eu sei que tudo caduca...

Um comentário:

Anônimo disse...

Seus Textos de relance parecem macabros...
mas até que não!
=)
Gostei!!